"E quando o nó cegar, deixa desatar em nós. Solta a prosa presa, luz acesa. Lá se dorme um sol em mim menor. Eu sinto que sei que sou um tanto bem maior."
Será que as estrelas veem a gente de lá como pontinhos cintilantes também? Será que estrelas apaixonadas observam os humanos em noites claras aqui embaixo?
— sempre quis ser estrela, Alice. (via flor-de-papel)
Tem dias que eu fico pensando na vida
E sinceramente não vejo saída.
Como é, por exemplo, que dá pra entender:
A gente mal nasce, começa a morrer.
Depois da chegada vem sempre a partida,
Porque não há nada sem separação.
Sei lá, sei lá, a vida é uma grande ilusão.
Sei lá, sei lá, só sei que ela está com a razão.
Sentamos e esperamos pelo sol e tudo o que viria pela frente. Eu não gostava do mundo, mas em tempos precavidos e tranquilos, dava até quase para compreendê-lo.
Amanhã, de rosto novo, a gente pinta uma carinha feliz e circense, e eu te levo de carro pra ver o mar. Ninguém vai perceber seu riso postiço, o mundo inteiro vai estar ocupado sorrindo com você.
Deixo tudo assim, não me acanho em ver vaidade em mim. Eu digo o que condiz, eu gosto é do estrago. Sei do escândalo, e eles tem razão quando vem dizer que eu não sei medir nem tempo e nem medo. E se eu for o primeiro a prever e poder desistir do que for dar errado? Ah, ora se não sou eu, quem mais vai decidir o que é bom pra mim? Dispenso a previsão. Ah, se o que eu sou é também o que eu escolhi ser, aceito a condição.